Qual é a cobra mais venenosa do mundo? E do Brasil?

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A campeã mundial é a taipan do interior (Oxyuranus microlepidotus), uma serpente que praticamente só pode ser encontrada na Austrália. Ela é tão perigosa que uma só picada contém veneno suficiente para matar mais de 100 pessoas ou 250 mil camundongos! Em nosso país, o ranking das peçonhentas é liderado pela coral-verdadeira (Micrurus sp.), uma parente distante da taipan. "Ambas pertencem à família Elapidae, que conta com 240 espécies altamente venenosas em todo o planeta, exceto na Europa", diz o biólogo Otávio Marques, do Instituto Butantan, em São Paulo. Estima-se que, todos os anos, ocorram de um a dois milhões de acidentes envolvendo seres humanos e cobras (venenosas e não-venenosas), dos quais cerca de 50 mil resultam em morte. As cobras venenosas são divididas em três categorias, conforme a ação do seu veneno.

"O primeiro grupo é o das cobras cujo veneno age no sistema nervoso periférico, causando parada respiratória - é o caso da taipan e da coral. Já as víboras inoculam substâncias tóxicas que provocam distúrbios na coagulação do sangue, hemorragias e necrose local. As serpentes marinhas, por fim, liberam um tipo de veneno chamado miotóxico, que causa destruição das fibras musculares e insuficiência renal aguda", afirma Fátima Viveiros, também bióloga do Instituto Butantan.

Esquadrão da morte As campeãs nacionais e internacionais da peçonha

NO BRASIL

1. Coral-verdadeira (Micrurus sp.)

Embora seja a mais venenosa, é responsável por apenas 1% dos acidentes com cobras no país

2. Cascavel (Crotalus durissus)

Cerca de 30% de suas vítimas morrem se não receberem soro antiofídico a tempo

3. Surucucu-pico-de-jaca (Lachesis muta)

Com mais de 3 metros, é a maior cobra venenosa da América Latina. A picada causa edema e hemorragia

NO MUNDO

1. Taipan do interior (Oxyuranus microlepidotus)

Australiana. Sua picada pode causar paralisia respiratória, levando a vítima à morte em poucos minutos

2. Cobra marrom (Pseudonaja textilis)

Também australiana. Uma única gota do seu veneno é suficiente para matar uma pessoa

3. Krait malasiana (Bungarus candidus)

Vive no Sudeste asiático. É tão perigosa que 50% das vítimas morrem mesmo tomando soro antiofídico

fonte;mundo estranho

Como Cuidar do Seu Gato - Alimentação
Postado em 18/02/2013

Quem tem um gato quer estar sempre seguro de que as refeições que serve a ele são não apenas apetitosas, mas também balanceadas para atender as necessidades de nutrição do animal.

lsso é possível com o uso do alimento especialmente preparado para ele. Hoje, existe no mercado, vários alimento completos e balanceados, que atende totalmente ás necessidades de nutrição dos gatos.

O alimento industrializado (Ração) deve ser introduzido aos poucos na alimentação dos gatos, para que eles se acostumem a mudança no paladar e na textura. Água fresca deve estar sempre á disposição do gato, qualquer que seja a dieta.

Os gatos diferem muito quanto a quantidade de alimento que necessitam, que varia conforme o tamanho, a raça, o estado e as características de cada animal. A maioria dos gatos está bem adaptada para controlar o alimento que ingerem em relação ás suas necessidades. Como , normalmente, os alimentos industrializados tem uma alta aceitação, poderá ocorrer do gato comer em excesso. Por esta razão, é sempre recomendável observar as indicações nas embalagens dos pacotes de ração.

GATOS OBESOS
Os gatos raramente se tornam gordos, mesmo sendo animais bastante preguiçosos. Mas os gatos castrados podem muitas vezes tornar-se obesos. Para evitar isso, é aconselhável reduzir a quantidade de comida e alimentá-los de forma mais equilibrada.

Você pode dar ao seu gato metade da quantidade habitual de ração e observar se isto reduzirá o peso do animal de modo satisfatório. Em caso contrário, o regime alimentar deverá ser feito sob a supervisão de um veterinário.

Se normalmente você dá ao seu gato algum tipo de guloseima durante as refeições, suprima este hábito. Ele pode ser responsável pelo excesso de peso. Se o seu gato, além de gordo, parecer em más condições, leve-o sem demora ao veterinário, pois ele poderá estar precisando de tratamento.

LEITE
A maioria dos gatos aprecia uma tigela de leite, mas alguns têm dificuldade de digeri-lo, o que poderá causar diarréia. Nestes casos, você deve reduzir a quantidade ou eliminar o leite. Assegure-se de que o seu gato tenha à disposição água fresca.

GATAS GESTANTES
A gata necessitará de mais alimento quando tiver filhotes. Por esta razão, deve ser fornecida uma quantidade maior de alimento para o crescimento antes e após o nascimento dos filhotes, para assegurar a produção do leite.

Desde o inicio da gestação, a gata prenhe necessitará de mais alimento, cuja quantidade deverá ser aumentada gradativamente. Durante as últimas 2 ou 3 semanas do período de 9 semanas de gestação, ela estará comendo aproximadamente o dobro da quantidade normal.

Uma gata em período de lactação poderá necessitar até três vezes mais a quantidade normal de alimento quando os filhotes atingirem 3 ou 4 semanas e precisará ser alimentada com mais freqüência, variando a dieta para assegurar a nutrição adequada. É aconselhável dar á gata tanto leite quanto ela queira beber, desde que possa ser digerido convenientemente.

FILHOTES
Quando em fase de crescimento, os gatinhos têm necessidades maiores de alimentação: proteínas para criar músculos, mais cálcio e fósforo para o desenvolvimento dos ossos e uma enorme quantidade de outros sais minerais e vitaminas. Pode ser dado alimento em grande quantidade, bem como leite.

Mesmo quando é dado leite aos filhotes, é importante que eles tenham sempre água fresca disponível.

Em geral os filhotes são suficientemente ativos e bem constituídos para iniciar a ingestão de alimentos suplementares com quatro semanas Nesta fase, a mãe terá menos leite para dar Os filhotes nesta idade poderão comer ração adicionado ao leite.

Os filhotes desmamados de 7 ou 8 semanas devem ser alimentados ao menos três vezes ao dia.

Fonte: catsthefunny

Erliquiose canina, mais conhecida como a doença do carrapato
Postado em 31/01/2013

O que é a Erliquiose canina? A Erliquiose é uma doença infecciosa severa que acomete os cães, causada por bactérias do gênero Ehrlichia, sendo a principal a Ehrlichia canis. Sua incidência vem aumentando significativamente nos últimos anos, em todas as regiões do Brasil.

Como o cão é contaminado? A transmissão entre animais se faz pela inoculação de sangue proveniente de um cão contaminado para um cão sadio, por intermédio do carrapato.

Como a Erliquiose é diagnosticada? O diagnóstico é difícil no início da infecção pois os sintomas são semelhantes a várias outras doenças. A presença do carrapato e a ocorrência de outros casos da doença na região, podem ser importantes para se confirmar a suspeita clínica. O diagnóstico pode ser feito através da visualização da bactéria em um esfregaço de sangue (exame que pode ser realizado na clínica veterinária) ou através de testes sorológicos mais sofisticados, realizados em laboratórios especializados.

Como tratar? O objetivo do tratamento é curar os animais doentes e prevenir a manutenção e a transmissão da doença pelos portadores assintomáticos (fase sub-clínica e crônica). O antibiótico conhecido como "DOXICICLINA" é considerado o principal medicamento no tratamento da Erliquiose em todas as suas fases.

E lembre-se: se o seu cão apresentar os sintomas da doença, leve-o imediatamente ao veterinário. Quanto mais cedo o diagnóstico melhor. A clínica veterinária Santa Ema realiza exames de sangue e banhos medicinais para prevenção de carrapatos e pulgas.

Endereço:
Rua Washington Luiz, 616 - Centro - Ipaussu

Telefone:
(14) 9706-9348 / 3342-1715

Fonte: Saúde Animal

Como passear com seu cão
Postado em 17/01/2013

Você também sofre na hora de dar uma voltinha com o seu cachorro? É praticamente arrastado pelo bicho quando pisa para fora do portão? Então, não perca as dicas desta semana que poderão te ajudar a resolver este problema.

Guia frouxa, mão firme!

Primeiramente, lembre-se que, quem precisa estar no comando do passeio é você. Então, seja firme! Porém, deixando a guia sempre frouxa. O coreto é: nem você arrastando o cão, nem ele puxando você!

Força no bíceps!

Por isso, é muito importante que antes de adquirir um cão de grande porte, você tenha em mente que terá de sair com ele para passear, pois caso o cachorro seja muito mais forte do que você, existe o risco de, fisicamente, você não conseguir ter essa firmeza com o animal.

Por aí não!

Já que, ter este controle é essencial, para quando o cão puxar a guia. Aí bastará dar um pequeno tranco para ele se aproximar do caminho certo. Até porque, se o cachorro continuar puxando, ele começará a se sentir incomodado, e é justamente este desconforto que ajudará a eliminar o comportamento errado.

Durante os treinos, não se esqueça de levar petiscos bem gostosos e recompensar seu cão em momentos nos quais ele estiver acompanhando você corretamente, ou seja, com a guia bem frouxa, andando ao seu lado.

E lembre-se: não estique desnecessariamente a guia quando vocês estiverem parados, nem enquanto caminharem. Enforcar o cão sem motivo pode traumatizar o animal, que passará a não curtir mais sair para passear.

Fonte: catsthefunny

Dicas para o cão não pular nas pessoas
Postado em 07/01/2013

Este é um problema muito fácil de ser resolvido, a dificuldade só existe quando os proprietários tentam corrigi-lo da maneira errada.

Ao longo da convivência, os cachorros aprendem que pular nas pessoas é uma das melhores táticas para conseguir atenção. A maioria dos proprietários passa anos dando broncas no cão para que ele pare de pular e não entende por que ele não pára…

A explicação é simples: quando o dono dá bronca no cachorro, também está dando atenção a ele. O grande truque é punir o cão sem lhe dar atenção. Por exemplo: quando chegar em casa e ele pular em cima de você, simplesmente ignore-o e continue andando. Só lhe dê atenção quando ele estiver com as quatro patas no chão.

Repita o exercício várias vezes e ignore o cachorro completamente até que ele permaneça no chão, só então se agache e faça carinho nele. Uma outra saída é segurar as patas da frente do cão assim que ele pular em você. Espere um pouco até que ele se sinta incomodado. Segure firme, mas não o machuque. Comece a andar na direção do cão, obrigando-o a andar pra trás. Solte-o e diga “Chão” seriamente. O segredo é não falar nada e nem olhar para o cachorro até o momento de soltá-lo.

Fonte: Cão Cidadão

Adaptando o filhote em casa
Postado em 24/12/2012

Dúvidas sobre filhotes são muito comuns, principalmente, entre os donos de primeira viagem. E a adaptação de um filhote na nova casa requer muito cuidado e precaução.

Algumas pessoas acreditam que, se deixarem o cachorrinho dormir dentro de casa ou no quarto, por exemplo, ele ficará mal acostumado. Por isso, a maioria dos proprietários acaba defendendo a idéia de que o cão deve ficar pelo resto da vida no mesmo cantinho.

O problema é que esse mito, somado ao estresse da mudança de ambiente, só piora a vida do bicho. Ainda frágil e inseguro, ele pode desenvolver problemas de comportamento ou até contrair uma doença, já que seu sistema imunológico ainda está baixo.

Portanto, ao contrário do que muita gente pensa, o ideal é não deixar o filhote do lado de fora, e sim permitir que ele durma perto de você até adquirir confiança e perceber que a mãe não irá mais voltar. Como já dissemos aqui no blog na dica “Meu filhote sempre chora durante a noite. O que devo fazer?”, nas primeiras noites é normal o cão chorar, então é só seguir as dicas dadas para amenizar este comportamento.

E logo, quando notar que o cãozinho já está adaptado ao ambiente da casa e mais confiante, você pode escolher o local onde será a caminha dele e acostumá-lo, gradativamente, ao lugar onde ele deverá dormir.

Fonte: Blog Dr.Pet
Texto: Alexandre Rossi

Como é feito o tratamento de esgoto?

por Rodrigo Ratier

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O princípio das estações de tratamento é dar uma turbinada no processo natural de limpeza que qualquer rio faz. Todo curso d’água possui bactérias que se alimentam da matéria orgânica do esgoto e ajudam a eliminar a sujeira. Mesmo o combalido Tietê, um dos rios mais poluídos do mundo, consegue eliminar boa parte das 400 toneladas de esgoto que recebe por dia. Cerca de 200 quilômetros depois de receber toda a sujeira da Grande São Paulo, ele volta a ter peixes e condições para a prática de esportes aquáticos. "A diferença é que uma estação de tratamento faz o serviço muito mais rápido. Como ela possui microrganismos em concentração milhares de vezes superior à de um rio, dá para reproduzir em algumas centenas de metros a mesma limpeza que um rio demora até 140 quilômetros para fazer", afirma o químico Moacir Francisco de Brito, da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Para diminuir as impurezas presentes no esgoto, o trabalho envolve ao menos cinco etapas até que a água possa ser devolvida ao ambiente. A idéia é começar barrando a sujeira visível a olho nu - de geladeiras a fios de cabelo -, depois eliminar grãos de terra, partículas em suspensão e por fim atacar as impurezas solúveis na água. "O tratamento remove até 95% desses dejetos, fazendo com que a água possa ser usada na limpeza de ruas, na irrigação, ou ser devolvida sem perigo aos rios", diz Moacir. A tarefa é demorada e cara, mas vale a pena se for encarada como um investimento a longo prazo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que, a cada dólar aplicado em saneamento e tratamento de esgoto, economizam-se 5 dólares em atendimento médico. No Brasil, onde só 16% dos esgotos urbanos são tratados, quatro em cada cinco doenças são causadas por água ou esgoto sem tratamento adequado.

Purificação turbinada O segredo é reproduzir o processo de limpeza natural de um rio, só que bem mais rápido

1 - A primeira etapa do tratamento é barrar o lixo sólido que vem junto com o esgoto. Para reter o material pesado, duas linhas de grades (a primeira com 10 centímetros de espaço entre as barras e a segunda com 2 centímetros) impedem a entrada de tocos de madeira, garrafas de refrigerante, pedaços de papel e fios de cabelo que chegam por uma impressionante tubulação de 4,5 metros de diâmetro

2 - A fase seguinte, chamada de desarenação, serve para retirar a terra e a areia que se misturam à sujeira. No fundo de uma grande caixa, um tubo joga ar na água, fazendo com que as partículas em suspensão formem uma espiral e se depositem no fundo. A retenção também evita que o atrito dos sedimentos estrague as bombas que impulsionam o líquido no tratamento

3 - Pequenos grãos de dejetos e de fezes são eliminados na chamada decantação primária. Por serem mais densos, esses tipos de resíduo tendem a ficar acumulados no fundo do tanque. Em seguida, uma pá que se move lentamente empurra a massa sólida para uma espécie de ralo. De lá, esse lodo segue para outro setor do sistema de tratamento, podendo se transformar em adubo ou ser usado para gerar energia

4 - A água do esgoto inicial, ainda suja, vai para o tanque de aeração, habitado por uma rica fauna de bactérias e considerado o coração da estação de tratamento. Lá, um tubo injeta microbolhas de ar, que ativam a voracidade desses microorganismos. Alimentando-se da matéria orgânica dissolvida no esgoto, os bichinhos do tanque comem a sujeira em uma velocidade milhares de vezes maior do que em um rio

5 - O líquido que sai do tanque de aeração está quase limpo, mas ainda sobraram as bactérias. Por sorte, elas também são mais densas que a água e se agrupam no fundo do tanque. Aí começa a chamada decantação secundária: em tanques redondos, uma pá giratória separa os microorganismos da água limpa e manda-os de volta ao tanque de aeração

6 - Depois de tratada, a água que sai da estação está pronta para ser devolvida ao rio. A eficiência do processo é grande: no total, algo em torno de 90 a 95% da carga orgânica chega a ser removida. Além disso, a concentração de oxigênio pode até ajudar na limpeza dos cursos d’água, dando uma forcinha para que a natureza se encarregue do resto da tarefa

7 - Mesmo que o produto final seja uma água bem mais limpa, ela ainda apresenta alguns organismos causadores de doenças. Para ser reutilizada, ela é filtrada e clorada em uma estação de utilidades. Depois disso, a água serve para irrigação e uso industrial, mas ainda não é potável. Nesse ponto, sua qualidade equivale à das represas usadas para o abastecimento das cidades

fonte;mundo estranho

O que é fusão e fissão nuclear?

por Victor Bianchin

FUSÃO

 

 

Fusão é o processo de colidir dois átomos propositalmente para formar um terceiro, mais pesado. A reação libera energia e, dependendo de quais forem os reagentes, um nêutron livre

CONDIÇÕES PARA OCORRER

Dois átomos não colidem naturalmente porque seus campos eletromagnéticos se repelem. Só pressão e temperatura altíssimas conseguem fazer com que elétrons se dispersem do núcleo, facilitando a colisão. Esse processo só ocorre naturalmente em estrelas, como o Sol

ENERGIA GERADA

6 g de hidrogênio, o elemento químico mais usado na fusão, geram 127 x 1023 MeV, o suficiente para abastecer uma casa com quatro pessoas por 156 dias HISTÓRICO A fusão começou a ser estudada na década de 1930, e, nos anos seguintes, as pesquisas tinham a intenção de criar armamentos militares, que só começaram a ser testados nos anos 1950. Na mesma década, a tecnologia começou a ser estudada para a produção de energia, o que continua até hoje

USOS

Atualmente, seu uso mais notável é na produção de bombas de hidrogênio, um tipo de bomba nuclear. No futuro, servirá, principalmente, para produzir energia de forma mais eficiente e limpa que a fissão

É LIMPA?

Sim. Na reação de fusão mais fácil de ser realizada, a do hidrogênio, dois isótopos (átomos com o mesmo elemento, mas número diferente de nêutrons) se unem para formar um atómo de hélio, gás inerte e não-radioativo

 

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Como foi construído o Pão de Açúcar?

por Yuri Vasconcelos

Com uma ousada operação, que levou três anos (1909-1912) e envolveu cerca de 400 pessoas. Para erguer a estrutura, alpinistas escalaram os morros da Urca e do Pão de Açúcar levando equipamentos em mochilas e operários se arriscaram na edi- ficação de estações a 400 m de altura. A construção do bondinho, que completa 100 anos no dia 27 de outubro de 2012, fez parte das comemorações do centenário da abertura dos portos cariocas. Ele custou 2 milhões de contos de réis, valor que, ajustado aos dias de hoje, ultrapassaria R$ 100 bilhões! Naquela época, só existiam dois teleféricos parecidos no mundo, na Espanha e na Suíça, e o bondinho carioca superou os dois em tamanho.

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DA AREIA AO AÇÚCAR

Passeio já foi feito por 40 milhões de pessoas desde a inauguração

1.Um grupo de 100 alpinistas escalou o Morro da Urca levando em mochilas peças de um guincho manual e cordas. Quando chegaram ao alto, montaram o guincho e lançaram a corda para baixo. Ela foi amarrada a um cabo de aço com cercade 550 m e puxada para cima

2. Uma ponta do cabo foi fixada no guincho, e a outra, na Praia Vermelha. Com o fio erguido, foi instalado um elevador de carga para levar materiais e operários até o morro. No total, 4 toneladas de equipamentos foram carregadas

3. Com tudo carregado, iniciou-se a edificação dasestações da Praia Vermelha e, a 220 m de altura, do Morro da Urca. Para segurar o bondinho, o cabo original foi substituído por outro mais forte. Também foi instalada no morro uma oficina de manutenção

4. Os bondinhos de madeira maciça foram trazidos da Alemanha e fixados nos cabos com o auxílio de guindastes. Além de sustentarem o veículo,os cabos também já tinham os sulcos por onde ele deslizava utilizando oito pares de roldanas. A viagem durava seis minutos

5. A mesma operação com alpinistase elevador de carga foi repetida para a fixação dos cabos e a colocação do bondinho no segundo trecho, de 750 m, entre Urca e Pão de Açúcar. A estação final foi construída a 396 m de altura e inaugurada em 18 de janeiro de 1913

6. O bondinho foi trocado pela primeira vezem 1970 e novamente em 2008. A versão atual tem um sistema que executa automaticamente a aceleração e desaceleração, além de painéis que mostram a localização dos veículos em caso de baixa visibilidade

TRIO DE CARGA

Mudanças do bondinho ao longo da história

1912

País de origem: Alemanha

Capacidade: 17 pessoas

Tamanho: 1,8 x 1,45 m

Velocidade: 2 m/s

1970

 

País de origem: Brasil

Capacidade: 65 pessoas

Tamanho: 6 x 3 m

Velocidade: 10 m/s

2008

 

País de origem: Suíça

Capacidade: 65

Tamanho: 6 x 3 m

Velocidade: 10 m/s

FONTES Companhia Caminho Aéreo do Pão de Açúcar, livro Bondinho do Pão de Açúcar (vários autores)

ESSA CURIOSIDADES SAO DA MUNDO ESTRANHO

Como funcionam os fogos de artifício?

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Eles enchem o céu de cores graças a diversas reações químicas. Quando você vai a um show pirotécnico e vê explosões vermelhas, por exemplo, está na verdade admirando o carbonato de lítio. Ou seja, cada uma das cores vem de uma substância diferente, misturada à pólvora dos foguetes. Quando essa pólvora queima, a temperatura aumenta e os átomos do elemento químico ganham uma energia extra, que é então expelida em forma de luz. Mas onde entra a cor nessa história? Fácil: cores são só a forma como nós vemos ondas de energia com formatos diferentes. E cada tipo de átomo produz ondas ao seu gosto. "Um átomo de magnésio, por exemplo, vai liberar ondas com um comprimento diferente das de um átomo de lítio. Elas terão, portanto, cores distintas", diz o químico Flávio Maron Vichi, da Universidade de São Paulo (USP).

É claro que a arte de brincar com esse explosivo festival de tons apareceu bem antes de a ciência conhecer átomos e ondas tão profundamente. A pólvora, parte fundamental dos fogos, foi criada lá pelo ano 1000, na China. Seu uso era basicamente militar, impulsionando mísseis primitivos. Mas não demorou para que as fascinantes explosões fossem usadas também para fins menos bélicos, como animar festas. Ainda no século 15, a pólvora já tinha chegado à Europa, onde a pirotecnia se desenvolveu mais ainda. Surgiram técnicas novas, como uma versão mais suave da pólvora, que chamuscava bastante e demorava para queimar - esse tipo de pólvora forma aquelas cachoeiras de faíscas que hoje em dia jorram do topo de prédios.

Mas a coisa só foi evoluir de verdade no século 19, quando especialistas italianos adicionaram cloreto de potássio à pólvora. Esse elemento fazia ela queimar com força e bem mais rápido. Na mesma época, as várias substâncias que dão muitas cores ao foguetório entraram na receita. Mesmo com esse desenvolvimento todo, muita coisa não mudou. Boa parte dos foguetes continua sendo feita de forma artesanal, como na Idade Média, quando os chineses soltavam seus rojões primitivos.

Festa com 12 tirosNesse tipo de rojão as bombas têm pavios diferentes e o estouro maior vem no final

1. Alguns gramas de pólvora ficam dentro do cano do rojão, que funciona como um canhão: quando a pólvora estoura, sua energia é expelida pela boca do tubo. Aí as 12 bombas são lançadas no embalo, com força. As divisórias que separam a pólvora das bombas têm vários furinhos para que o fogo chegue até os pavios dos explosivos

2. As bombas sobem já acesas. A maior delas tem um pavio que dura mais tempo. Assim, ela só estoura depois das outras 11. As explosões ocorrem porque a pólvora fica lacrada dentro da bomba. Sua energia não tem para onde escapar (ao contrário do que acontece com a pólvora do cano) e ela estoura de uma vez só

Show explosivoPólvora impulsiona cargas que têm substâncias como cobre ou lítio para colorir o céu

1. Nas grandes baterias de fogos coloridos usadas em shows pirotécnicos os explosivos ficam em tubos, de ferro ou papelão, sustentados por uma grade. Fios elétricos interligam todos os pavios, numa parafernália eletrônica que pode ser acionada por controle remoto. A bateria é montada a pelo menos 100 metros de distância de pessoas ou casas

2. Assim como no rojão, parte da pólvora desses fogos queima logo no início para dar impulso às bombas coloridas, que sobem como se fossem foguetes. Os explosivos mais comuns, do tamanho de uma maçã, atingem até 70 metros de altura. Os maiores, com pólvora suficiente para encher uma bola de futsal, chegam a cerca de 300 metros

3. As bombas que explodem mais de uma vez com cores diferentes têm vários estágios acionados por um único pavio. Quando o fogo do pavio chega ao primeiro estágio, este estoura e gera uma determinada cor obtida pela reação do elemento químico que leva - as chamadas "estrelas". O lítio, por exemplo, produz luz vermelha

4. O pavio queima até acionar os outros estágios, contendo estrelas de elementos químicos que geram outras cores, como cobre (azul), bário (verde) e magnésio (prata). Para dar formas diferentes às explosões, como desenhar no céu um coração, as estrelas dos elementos químicos são distribuídas dentro da bomba em arranjos específicos

fonte ;mundoestranho

 

AVISO TOME CUIDADOS 

Quanto tempo o Google demoraria para catalogar todas as páginas da internet?

por Marina Motomura

Cerca de 300 anos. Esse é o tempo estimado pelo executivo-chefe do Google, Eric Schmidt, para catalogar toda a informação da internet e torná-la "buscável". Segundo o chefão do Google, a quantidade de informação da internet chega a 5 milhões de terabytes - o número 5 seguido de 18 zeros! Desse absurdo total, apenas 170 terabytes foram catalogados até agora. Em termos porcentuais, isso dá apenas 0,0034% da informação disponível. Portanto, a imensa maioria das páginas da web está fora do índice do Google. E com a tecnologia atual, elas vão continuar ausentes por muito tempo. Isso porque os quatro robôs do Google - softwares especiais que fazem a busca pelas páginas da web - conseguem juntos catalogar apenas 600 mil bytes por segundo. A esse ritmo, os robôs demorariam por volta de 270 anos (ou, arredondando, "cerca de 300 anos") para indexar toda a informação da internet - isso considerando que a rede mundial de computadores continue no mesmo tamanho de hoje, o que é bem improvável. Entre as páginas mais difíceis de ser achadas pelo Google estão as dos sites feitos exclusivamente com programas como Flash, que não "traduzem" em texto toda a informação, os sites com endereços com terminações ?id= seguidas de algarismos (isso rola muito em lojas virtuais, por exemplo), e sites com mais de cem links na página. Os mais "acháveis", ao contrário, são sites com menos de cem links, que têm links em outras páginas apontando para eles e que têm informação bem organizada - com títulos e subtítulos, por exemplo

FONTE;mundo estranho

 

Qual a diferença entre CD, DVD e MP3?

por Fernando Tió Neto

Primeiro, vamos explicar a diferença entre CD e DVD. A distinção principal é a capacidade de armazenamento, que é sete vezes maior no DVD que no CD. Tanto no CD quanto no DVD, os dados de som e imagem ficam armazenados em uma longa linha espiral, que recobre toda a superfície de alumínio. A diferença é a espessura da linha. No CD, ela mede 1 600 nanômetros, algo como uma vez e meia o diâmetro de um fio de cabelo. No DVD, a linha tem 740 nanômetros, pouco mais que a metade do diâmetro do mesmo fiozinho. Como a linha do DVD é mais fina, cabem mais voltas da linha no disco - e, por conseqüência, mais dados. Mas essa evolução não pára com o DVD convencional. Em 2003, chegou ao mercado o blu-ray, um novo formato de DVD ainda mais preciso. Para ler as informações gravadas na espiral, o leitor óptico do blu-ray utiliza um laser azul, mais fininho que o tradicional laser vermelho dos CDs e DVDs. Resultado: maior capacidade de armazenamento. Falta falar das modalidades regraváveis de CD e DVD, os CD-RW e DVD-RW. Eles têm uma camada extra em relação aos convencionais: uma película de tinta especial, onde as informações ficam gravadas. Nos regraváveis, onde há dados, a tinta fica opaca. Onde não tem nada, ela é brilhante. A vantagem é que esse tipo de gravação não é permanente - por meio de uma "raspagem" a laser, um gravador de CDs ou de DVDs consegue deixar toda a tinta brilhante de novo, pronta para ser regravada. Por último, é a vez do MP3, que não é um tipo de disco, mas um formato de compressão que diminui o tamanho dos arquivos de música no CD ou no computador. Só para comparar, em um CD normal cabem 80 minutos de música no formato ".wav", o mais tradicional. Em MP3, esse mesmo CD pode armazenar até 12 horas de som!

Esquadrão da imagem e do somDestrinchamos os pontos fortes e fracos das oito mídias mais avançadas da atualidade

CD

O QUE É - Disco de alumínio recoberto com acrílico, capaz de armazenar dados na forma de músicas, vídeos e programas

CAPACIDADE - 700 megabytes (80 minutos de música em formato ".wav" ou 12 horas em MP3)

VANTAGEM - Funciona em aparelhos de som, computadores, DVD players, discmen...

DESVANTAGEM - Capacidade de armazenamento pequena comparada à do DVD

CD-R

O QUE É - CD virgem utilizado para gravar o que o usuário quiser por meio de um aparelho gravador de CDs. O "R" significa recordable, ou gravável

CAPACIDADE - A mesma de um CD

VANTAGEM - Preço baixo e possibilidade de escolher sua própria lista de músicas

DESVANTAGEM - Só pode ser gravado uma vez

CD-RW

O QUE É CD - virgem usado em múltiplas regravações por meio de um aparelho gravador de CDs. O "RW" é de rewritable, regravável

CAPACIDADE - A mesma de um CD

VANTAGEM - Capacidade de reutilização. Pode ser gravado mais de uma vez

DESVANTAGEM - Versatilidade reduzida. Nem todos os CD players de carros estão adaptados para ler seus arquivos

DVD

O QUE É - Disco de alumínio recoberto com acrílico, capaz de armazenar sons e imagens

VANTAGEM - Capacidade de armazenamento sete vezes superior à de um CD

DESVANTAGEM - Preço relativamente elevado. Um DVD custa, em média, quatro vezes mais que um CD

CAPACIDADE - 4,7 gigabytes (suficiente para um filme de três horas ou 4 700 horas de música em MP3)

VCD

O QUE É - Sigla de video compact disc, um formato de compressão que permite a um CD armazenar mais arquivos do que normalmente guardaria

CAPACIDADE - Um filme de até duas horas e meia

VANTAGEM - Espreme dentro de um CD um arquivo de vídeo que só poderia ser armazenado em um DVD

DESVANTAGEM - A qualidade da imagem fica prejudicada. Dá para o gasto se for exibida em micros, mas não em televisores

MP3

O QUE É - Formato de compressão que permite reduzir o tamanho de arquivos de áudio. Exige computador ou MP3 player para tocar as músicas

CAPACIDADE - Um MP3 player guarda até 4 mil minutos de áudio

VANTAGEM - Ocupa pouco espaço e tem qualidade boa

DESVANTAGEM - Os MP3 players ainda são caros: os mais simples custam 500 reais

CD-ROM

O QUE É - CD multimídia produzido para computadores. "ROM" significa read only memory, ou "memória apenas para leitura"

CAPACIDADE - A mesma de um CD

VANTAGEM - Pode armazenar programas, imagens e sons

DESVANTAGEM - Arquivos multimídia com imagem só funcionam em computadores

BLU-RAY

O QUE É - Novo formato de DVD mais preciso que o convencional. Exige DVD player específico para ler o disco

CAPACIDADE - 27 gigabytes (13 horas de filmes)

VANTAGEM - Melhora a qualidade do som e vídeo e aumenta a capacidade de armazenamento do disco

DESVANTAGEM - Preço alto. Os primeiros aparelhos não saem por menos de 9 000 reais

FONTE; mundo estranho

 

Qual a diferença entre WAP e WI-FI?

por Fernando Badô

A principal diferença é que o Wi-Fi possibilita uma conexão mais rápida do telefone celular à internet. Ambas as tecnologias servem para fazer essa ligação entre os celulares e a rede mundial de computadores sem a necessidade de usar fios. A primeira tecnologia a surgir foi a WAP - sigla que, em inglês, significa "Protocolo de Aplicação Sem Fio". Ela foi criada em 1995 por um pool de empresas e conseguiu quebrar duas barreiras existentes até então: exibir nas pequenas telas dos celulares o conteúdo dos sites e tornar o sistema ágil, já que a conexão via celular era mais lenta do que por uma linha telefônica fixa. A saída foi criar um novo tipo de visualização dos dados, mais simples porém funcional. Já a tecnologia Wi-Fi - sigla que, em inglês, quer dizer algo como "Fidelidade Sem Fio" - apareceu no início do século 21. Ela surgiu do avanço não só do acesso sem o uso de fios à internet, mas também dos próprios telefones celulares, que ganharam telas coloridas e com melhor definição. Hoje o sistema Wi-Fi não está presente apenas em celulares, mas também em micros de mão (os PDAs) e em notebooks. Mas uma tecnologia não anula a outra. Vários celulares têm acesso à internet com ambas. O usuário escolhe qual usar.

É na palma da mãoInternet no Wi-Fi ganha em rapidez, mas o WAP ainda é mais abrangente

WAP

Recursos visuais - Só traz links para informações e noticias em forma de texto, eliminando imagens

Navegação - É muito simples, basta escolher o link desejado, que é identificado por palavras-chave como "notícias", "esportes"

Custo - Navegar pode custara a partir de 0,36 real por minuto ou 0,008 real por kbyte usado

Abrangência - A mesma da operadora de telefonia celular: ou seja, se o seu celular está com sinal, o WAP funciona

Conteúdo - Como opera em baixa velocidade de Conexão, apresenta versões resumidas dos textos disponíveis nos sites comuns

WI-FI

Recursos visuais - Exibe a internet no celular da mesma forma que a vemos no computador

Navegação - Quem sabe usar Internet, sabe usar Wi-Fi. O duro é ter paciência de digitar endereços no pequeno teclado do celular

Custo - As operadoras de celular não cobram pela navegação

Abrangência - Você só navega se estiver em uma área coberta por algum ponto de acesso a uma rede sem fio - de um hotel, café ou mesmo de uma casa

Conteúdo - Como a conexão é quase mil vezes mais rápida que no WAP, todos os conteúdos dos Sites Podem ser visualizados

FONTE; mundo estranho

 

 

Como se tornar um especialista em efeitos especiais?

por Helena Arnoni

Você pode causar impacto no meio artístico sem ser um grande astro. Basta manjar tudo sobre efeitos especiais. Aqui no Brasil, a atuação mais comum não é na TV nem no cinema, mas em eventos espalhados pelo país, como shows, desfiles de escola de samba e de moda e apresentações pirotécnicas. Gostou do trampo? Então veja como fazer sua carreira explodir nesse ramo.

FORMAÇÃO

Graduação e pós-graduação

Não há exigência de cursos superiores, embora engenheiros, arquitetos, especialistas em eletrônica e computação tenham a formação mais indicada para trabalhar na área

Outros cursos

No Brasil, a Cadritech (www.cadritech.com.br) ensina efeitos especiais na área digital e tem sedes em São Paulo e Curitiba

O que se aprende

Conceitos sobre vídeo digital, sobreposição de imagens e criação de efeitos

TRABALHO

Área de atuação

Os profissionais da área trabalham em empresas especializadas em efeitos, em organização de eventos, emissoras de televisão, peças de teatro e filmes

Dia-a-dia

Quando a equipe técnica não está em ação num evento, passa o dia no escritório ou em depósitos onde ficam os materiais utilizados. A parte burocrática da coisa é ter de produzir relatórios e análises técnicas dos efeitos especiais a serem feitos

Situação do mercado

O mercado é amplo, principalmente na área de eventos, onde há grande procura por ações de impacto com uso de efeitos

O que vale mais a pena

"Vivemos em um mundo mágico", diz o produtor de efeitos Henrique Passos. A magia está nas várias viagens que quebram a rotina e no trabalho extremamente criativo, em que sempre há uma busca por novidades técnicas

Por que pensar duas vezes

O lado ruim das viagens regulares é a distância da família. O turno de trabalho também pesa para alguns, pois inclui jornadas noturnas com freqüência

REMUNERAÇÃO

Salário inicial

Um técnico iniciante ganha em torno de 900 reais, mais 150 reais de diária em eventos — em média, uns dez por mês

Salário possível após dez anos

Um produtor de efeitos especiais ganha um fixo de cerca de 1 500 reais e mais 250 reais de cachê por dia trabalhado — em média, 20 dias por mês

Como funciona a caixa-preta de um avião?

por Luiz Fujita

A caixa-preta é constituída de dois mecanismos de gravação: um que só grava áudio e outro que registra dados da aeronave durante o vôo. O primeiro, chamado cockpit voice recorder (CVR), grava tudo o que é captado por, geralmente, três microfones: um do comandante, um do co-piloto e outro que fica em um painel na parte de cima da cabine, pegando o som ambiente. O outro mecanismo, o flight data recorder (FDR), registra os chamados parâmetros, que podem ser velocidade do avião (tanto em relação ao vento quanto ao solo), as posições em que os manetes (alavancas que controlam as turbinas) foram colocados, o momento em que determinados botões foram acionados etc. Muitos aviões têm o CVR e o FDR em caixas-pretas separadas, mas a tendência é que eles fiquem juntos, como nas caixas mais modernas. Uma curiosidade em relação à caixa-preta é que geralmente ela não é preta: o mais comum é que seja pintada com uma cor chamativa, para, no caso de acidente, facilitar a localização entre os destroços do avião. O "preta" do nome tem duas explicações. A mais comum é que os primeiros gravadores de dados de aviões, criados no final da década de 1940, na Inglaterra, de fato eram cobertos por uma tampa preta. A segunda tem a ver com um costume, surgido durante a Segunda Guerra Mundial, entre os aviadores da Força Aérea britânica: novos equipamentos eletrônicos, como radares e visores, eram chamados de black boxes, porque freqüentemente ficavam acondicionados dentro de caixas de coloração escura.

Laranja mecânicaA caixa-preta suporta um impacto de mais de 13 toneladas

SAI DA LATA

Geralmente a caixa-preta é fechada com parafusos, mas depois de um acidente o mais comum é cortar a tampa para retirar os chips e colher as informações. A leitura dos chips é feita por um computador, que converte os parâmetros em gráficos e, nos equipamentos modernos, pode até recriar o vôo em 3D, como em um videogame

DURA NA QUEDA

A tampa que reveste os componentes eletrônicos é composta de uma liga ultra-resistente de titânio e aço. Além disso, uma espécie de esponja protege os componentes do calor. Uma caixa-preta pesa cerca de 4,5 quilos e suporta um impacto de mais de 3 mil vezes esse peso. Resiste por uma hora a uma temperatura de 1 100 ºC e por 10 horas a 260 ºC

DADOS REUNIDOS

A caixa-preta grava informações vindas de todas as grandes áreas do avião: motor, asas, freios etc. Mas a caixa não se comunica diretamente com elas. Sensores reúnem os dados de cada área e os encaminham para a unidade de aquisição, geralmente posicionada sob a cabine. Esse equipamento junta tudo e manda para a caixa através de apenas dois cabos (um de áudio e outro de parâmetros)

CAIXA NO FUNDÃO

O posicionamento da caixa dentro do avião é tão importante quanto a blindagem para manter os gravadores intactos em caso de acidente. Ela fica na cauda da aeronave, que costuma ser a última parte a sofrer o impacto da queda. No caso recente do avião da TAM, em São Paulo, por exemplo, a cauda era a única parte identificável após a explosão

MEMÓRIA EXPANDIDA

Quando o sistema de gravação usava fitas magnéticas (como as dos cassetes), uma caixa-preta não suportava mais do que 100 parâmetros (dados da aeronave) e 30 minutos de áudio. Quando excedia esse limite, passava a gravar em cima dos dados antigos. Mas hoje, como a gravação é digital (como nos computadores), o limite passou para 700 parâmetros e duas horas de áudio

PROPAGANDA ENGANOSA

De preta, a caixa só tem mesmo o nome. A maioria é laranja berrante, para facilitar sua localização em caso de acidente. Se o avião cair na água, um sinalizador instalado do lado de fora da caixa dispara um alarme de som, que pode ser ouvido a uma distância de mais de 4 mil metros. O disparador do alarme é acionado pela própria água

 

Como funciona o carro elétrico?

por Tarso Araújo

Existem diferentes modelos de carros elétricos - todos têm em comum, claro, um motor movido a eletricidade. Mas a eletricidade pode vir de diferentes fontes: de baterias, da queima de combustíveis tradicionais, como a gasolina, ou da reação química do gás hidrogênio. Dos modelos já testados até agora, o carro elétrico movido a hidrogênio é o mais viável. Além de ter emissão de poluentes zerada, ele já tem uma performance compatível com a dos carros tradicionais. Sim, o modelo não é mais ficção científica. Existem cerca de 100 protótipos de carros e 80 de ônibus com essa tecnologia em universidades e centros de pesquisa pelo mundo, muitos deles em testes. Existem até modelos de linha, como o Honda FCX, que inspirou o infográfico abaixo. Apesar das vantagens, o preço é mais chocante que uma descarga de 220 V: cerca de 1 milhão de dólares! "Ainda é preciso muita pesquisa sobre os componentes, mas o preço tende a abaixar. A velocidade com que isso vai acontecer depende da urgência com que os governos vão abordar os problemas ambientais", afirma o professor Ennio Peres da Silva, coordenador do Laboratório de Hidrogênio da Unicamp, que desenvolve o Vega, protótipo brasileiro de carro elétrico movido a hidrogênio.

Atrás do carro elétrico......Vai um motor movido a hidrogênio, que não faz barulho e elimina água pelo escapamento

1. A energia para o motor vem do hidrogênio gasoso, estocado num tanque parecido com os de gás natural veicular. A diferença é que o tanque é feito de fibra de carbono, que é mais leve e suporta cem vezes mais pressão. Como o hidrogênio é pouco denso, é preciso botar muita pressão para fazer caber muito gás em pouco espaço

2. A célula combustível é a peça que transforma o hidrogênio em energia. Ela usa um princípio descoberto há quase 200 anos para produzir eletricidade a partir da reação química do gás hidrogênio com o oxigênio do ar. O único subproduto da reação é água:

3. 1. As moléculas de hidrogênio se dividem em íons de hidrogênio (H+) e elétrons livres (e-) / 2. Os prótons de hidrogênio atravessam uma membrana úmida, onde se encontram com moléculas de O2 que foram quebradas em íons (O-) para formar água / 3. A membrana não deixa os elétrons passar e os faz pegar outro caminho: é aí que se forma a corrente elétrica

4. Uma das peças exclusivas - e mais caras - do carro elétrico é o sistema eletrônico que controla a origem de energia. Ele decide, em cada momento, se a eletricidade do motor deve vir das baterias, dos capacitores ou da célula combustível, de acordo com a aceleração e o tipo de movimento - partida, aceleração, subida etc.

5. No lugar da energia liberada pela combustão de gasolina ou outro combustível, o motor consome a eletricidade vinda do hidrogênio. Como não precisa das explosões, o motor não faz nenhum barulho! Ele pesa no máximo 100 kg (metade de um motor convencional) e tem uma potência que vai de 60 a 120 cavalos, o equivalente a um carro popular

6. A eletricidade produzida na célula pode ir direto para o motor ou recarregar duas reservas de energia do carro: baterias e ultracapacitores. As primeiras são como baterias de celulares e dão uma carga extra para o carro subir uma ladeira, por exemplo. Os capacitores fazem o mesmo, só que mais rápido, numa acelerada repentina

7. Alguns carros elétricos podem recarregar as baterias na tomada de casa em até seis horas. Com as baterias 100%, a autonomia chega a apenas 100 km. Já um tanque de hidrogênio é suficiente para cerca de 350 km. Não dá para ir do Rio de Janeiro a São Paulo sem reabastecer, mas dá para circular numa boa na cidade

8. Um equipamento comum nos carros elétricos é o freio regenerativo: ele transforma a energia mecânica do movimento das rodas em eletricidade para recarregar as baterias. Se você descer uma serra, por exemplo, pode chegar lá embaixo com a bateria mais carregada que no início da viagem

Vale a pena?Compare os gastos e a emissão de um carro a gasolina e um elétrico para uma adistância de 100 km

Carro a gasolina

R$ 10,5

18,2 gramas de CO2

Carro a hidrogênio*

R$ 7,3

0 grama de CO2

Apesar de os números indicarem vitória do hidrogênio, há outros fatores em jogo. "O hidrogênio ainda custaria o dobro da gasolina, mas rende o dobro também. Então, para andar a mesma distância, gastaríamos quase o mesmo dinheiro", diz Ennio Peres. E o impacto ecológico deve levar em conta a fabricação do hidrogênio. Nos EUA, ele é feito com energia da queima de carvão, e, no total do processo, polui mais que a própria gasolina.

* Preços nos EUA para hidrogênio feito a partir da reforma de gás natural.

A emissão de CO2 considera apenas gases emitidos pelo carro e exclui o volume de emissão necessário para fabricação do combustível